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Você conhece o crudívorismo? | Blog Nutrify

O crudivorismo ou raw food, é caracterizada pelo consumo de alimentos in natura excluindo os alimentos processados e ultraprocessados e refinados como os açúcares, sendo os alimentos consumidos preferencialmente crus, germinados ou hidratados.

Nesta dieta permite-se temperaturas até 40ºC com finalidade de manter as enzimas que melhoram a digestão e também mantendo os antioxidantes presentes nos alimentos. Os alimentos podem ser consumidos crus como no caso de verduras, frutas, nozes, legumes e grãos germinados.

Para que serve e como introduzir essa dieta na rotina diária?

Alguns adeptos da dieta seguem por promover melhora na saúde pela dieta ser contida em vegetais, frutas e legumes melhorando o funcionamento intestinal, potencializando o consumo de compostos bioativos presentes nos vegetais, melhora no índice de gordura corporal e peso. Algumas pessoas consomem 100% do dos alimentos crus outros 75% e uma porcentagem de 15%, seguindo a temperatura máxima de aquecimento somente de 40ºC, com finalidade de preservar as enzimas e os componentes antioxidantes dos alimentos.

Como iniciar o crudivorismo?

A introdução dessa dieta deve ser aos poucos, para que o organismo comece a se adequar e se acostumar de forma gradual com essa nova alimentação. Recomenda-se iniciar a dieta com 50% dos alimentos crus e ir aumentando gradativamente até alcançar o objetivo desejado.

O que pode ser ingerido na dieta do crudivorismo

Nesta dieta os alimentos devem ser frescos e in natura, podendo ser inserido as verduras, frutas, oleaginosas como as nozes, castanhas Pará, macadâmia, amendoim e outras, cereais, sementes como a de abóbora, chia, linhaça e grãos que podem ser geminados, óleos devem ser escolhidos os prensados a frio como azeite, coco e alimentos fermentados.

No café da manhã, por exemplo, pode ser inserido suco verde, bebidas fermentadas, leite vegetal e diferentes frutas. No almoço e jantar há sugestão de consumo de cereais, grãos germinados, legumes e verduras. O uso de temperos naturais como as ervas aromáticas frescas, gengibre, cúrcuma auxiliam na melhora do paladar sendo sugerido o seu uso como tempero natural e até mesmo para fazer o sal de ervas para adicionar aos alimentos. Outra opção são as flores comestíveis que também embelezam o prato e conferem sabor.

O que não pode ser ingerido no crudivorismo?

Não é permitido o consumo de alimentos com temperaturas acima de  40ºC, alimentos processados ou ultraprocessados, óleos que não são prensados a frio.

Benefícios do crudivorismo?

Os benefícios dessa dieta são inúmeros, destacando-se pelo aumento no consumo de alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais e de gorduras. Por aumentar a ingestão de alimentos como verduras, legumes e frutas frescas, as fibras contidas nesta dieta melhoram o funcionamento intestinal, o crudivorismo promove saciedade e também contribuem com a prevenção de algumas doenças como o câncer, dislipidemias e obesidade. A preservação das enzimas também promove uma melhor digestão. 

As gorduras permitidas são de excelentes qualidades como o azeite e óleo de coco prensado a frio que contém um potencial efeito antioxidante protegendo o organismo de radicais livres, doenças cardíacas e imunes. Os vegetais são ricos em clorofila auxiliando na melhora da circulação. As vitaminas contidas nas frutas e vegetais contêm os compostos bioativos que tem função de atuar como cofatores induzindo a ativação e inibição de enzimas que regulam diversas funções no organismo contribuindo na prevenção de doenças que são provocadas pelo desequilíbrio neste mecanismo de controle.

Quem não pode fazer uso dessa dieta?

Primeiramente, é recomendado procurar um profissional para verificar a possibilidade de introdução de uma nova dieta no plano alimentar desejado. Esse profissional irá realizar a distribuição dos nutrientes e fazer as recomendações adequadas para evitar falhas e deficiências nutricionais. 

Em geral, essa dieta não deve ser seguida em pessoas com diverticulites, gastrites e úlceras. Em crianças e adolescentes também deve-se ter um cuidado especial em relação às vitaminas como a  B12, D, ferro e cálcio.  As deficiências dessas vitaminas podem contribuir com o desenvolvimento de raquitismo, problemas imunológicos e outros. Por esse motivo, um cuidado especial e orientação profissional é muito importante.

Curiosidades sobre o crudivorismo

É importante destacar que a introdução da dieta do crudivorismo, assim como de qualquer outra, deve ser seguida sobre orientação de um profissional. No caso de criança essa atenção deve ser maior. Devemos pensar que o alimento não cura todos os tipos de doenças, ele auxilia na prevenção do surgimento de algumas doenças que possivelmente poderiam surgir. 

Através da alimentação obtemos muitos nutrientes, mas é necessário cautela quando se faz adesão a um estilo de vida pensando na cura de doenças. Pessoas que pensam em aderir esse tipo de dieta fazem muitos questionamentos, dentre eles sobre a sensação de saciedade com o uso dessa dieta. Quando adequada em grãos germinados, cereais, legumes e verduras e gorduras, essa dieta confere saciedade e as pessoas em geral não sentem fome. Um cuidado especial deve ser dado às vitaminas B12, vitamina D, ferro e cálcio por esse motivo as pessoas que desejam inserir a dieta na sua rotina deve seguir uma orientação de um profissional. É importante destacar que mesmo com uma dieta habitual é necessário realizar exames periódicos para avaliar as deficiências nutricionais e corrigi-las.

Essa dieta também inclui a geminação, onde os grãos e sementes passam por processo de transformação para gerar uma nova planta. Esse processo apresenta vantagens como a redução de fatores antinutricionais, reduzem a flatulência provocadas pelos feijões, facilitam a digestão, auxilia na dislipidemia, melhora o funcionamento intestinal entre outros

Um estudo realizado sobre a influência da germinação e do processamento térmico na digestibilidade protéica e atividade de inibição de tripsina de grãos de quinoa, puderam observar que a atividade de inibição de proteases e a digestibilidade protéica em função de modificações sofridas por processo de germinação com aplicação de 2, 4 e 6 dias, e por  diferentes tipos de processamentos térmicos, incluindo o aquecimentos brando, a 40 °C e 45 °C, e cozimento sob fervura, observaram que o processo de germinação não proporcionou melhorias na digestibilidade protéica dos grãos de quinoa, embora puderam verificar uma redução na atividade de inibição de tripsina ao longo da germinação. 

Os processos envolvendo tratamento térmico se mostraram efetivos em melhorar a qualidade protéica dos grãos, ainda quando as temperaturas de 40 °C e 45 °C foram utilizadas. Quando empregaram temperaturas a 45 °C para tratamento dos grãos, seus valores de digestibilidade protéica foram aumentados a ponto de serem equivalentes ao observado para o cozimento tradicional dos grãos. Podendo ser uma observação positiva aos que optam pelo consumo de grãos minimamente processados.

Considerações finais sobre o crudivorismo

A dieta crudívora apresenta uma alternativa para pessoas que desejam beneficiar-se ou introduzi-la em sua rotina alimentar os alimentos minimamente processados dando preferência a alimentos in natura como as frutas, verduras, legumes e grãos germinados ou hidratados. É importante destacar assim como em qualquer dieta alimentar que a procura por orientação nutricional e a realização de exames são necessários para evitar deficiências nutricionais e corrigi-las através de suplementação ou introdução de alimentos para fazer a correção em caso de deficiências nutricionais.

Referências bibliográficas

Cunningham. E. What is a raw foods diet and are there any risks or benefits associated with it?. Journal of the American Dietetic Association. v. 104, n. 10, p. 1623, 2004.

Lemoine. A et al. Case report of nutritional rickets in an infant following a vegan diet. Archives de Pediatrie. v.27, n. 4, p. 219-222, 2020.

Marquezi. M. Caracterização de Brotos de Feijão (Phaseolus vulgaris L.) Obtidos após diferentes condições de geminação e secagem. 2016.

AMISTÁ .M. J.  M; TAVANO. O. L. Influência da germinação e do processamento térmico na digestibilidade protéica e atividade de inibição de tripsina de grãos de quinoa. Food tecnology. v. 16, n. 1, p. 52-58, 2013.

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