Na alimentação rotineira, quando consideramos o montante de aminoácidos essenciais ingeridos, o triptofano está entre os que apresentam as menores concentrações. Esse pode ser um fator importante de limitação do organismo ao pleno exercício de uma série de processos bioquímicos relacionados ao bem-estar e à saúde.

Entre as principais utilizações do triptofano pelo organismo, podemos destacar:
1. Síntese de proteínas.
2. Síntese de Quinurenina (metabólito de maior concentração do triptofano, atuante em processos inflamatórios e imunológicos).
3. Síntese de serotonina (um dos principais neurotransmissores relacionados ao humor).
4. Síntese de melatonina (de fundamental importância para a manutenção de um sono saudável).
5. Síntese de NAD/NADP (componentes metabólicos que influenciam positivamente a cadeia de produção de energia).
6. Síntese de Vitamina B3, conhecida também como niacina (atua como cofator metabólico no adequado funcionamento de enzimas, influenciando reações bioquímicas durante o processo de produção energética).

Em termos clínicos, o metabolismo do triptofano e a via metabólica da quinurenina (seu metabólito) encontram-se facilmente alterados na presença de doenças crônicas que cursam com inflamação e infeção, ou seja, manifestam-se com ocorrência desses sintomas. As alterações encontradas guardam relação com o consumo aumentado do triptofano pelo corpo (catabolismo do triptofano) e o potencial e consequente deficit de produção de um de seus principais metabólitos, o neurotransmissor serotonina, envolvido também na manutenção do adequado funcionamento do trato gastrintestinal e sistema nervoso, o chamado “eixo intestino-cérebro”.

Estudos recentes que avaliaram triptofano e via quinurenina foram realizados em diversas condições de saúde como: tontura de movimento, sono, humor, discriminação visual, cognição, comportamento social e memória, depressão, bipolaridade, depressão sazonal (relacionada ao clima), TOC (transtorno obsessivo compulsivo), bulimia nervosa, esquizofrenia, síndrome pré-menstrual (TPM), síndrome do pânico, dor crônica, fibromialgia, esclerose múltipla, lesão medular, stress social, aterosclerose, doenças inflamatórias, câncer de cólon, entre outros.

Outras considerações que ainda podemos fazer relacionam-se à atuação do triptofano como antimicrobiano (inibe a biossíntese microbiana), promotor de melhora da tolerância imunológica (ativação de linfócitos T reguladores), antioxidante (redução da produção de superóxidos) e também ao seu papel na redução da citoxicidade e apoptose celular (morte celular programada).

Sendo assim, quando há deficiência de triptofano, seja por ingestão inadequada ou pelo aumento do catabolismo (consumo pelo corpo), a suplementação quase sempre é necessária, pois a dieta por si só tende a não corrigir deficit acima de 60% (nível a partir do qual se iniciam sinais e sintomas).

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Consulte seu nutricionista para avaliação clínica e quantificação da adequada ingestão desse fundamental aminoácido, e também para potencial uso de suplementação como forma de corrigir deficit existentes.

Referências:
1) L-Tryptophan: Basic Metabolic Functions, Behavioral Research and Therapeutic Indications. Richard DM, Dawes MA, Mathias CW, Acheson A, Hill-Kapturczak N, Dougherty DM. Int J Tryptophan Res. 2009 Mar 23;2:45-60.
Link para o estudo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20651948

2) Tryptophan metabolism, from nutrition to potential therapeutic applications.
Le Floc’h N, Otten W, Merlot E. Amino Acids. 2011 Nov;41(5):1195-205. doi: 10.1007/s00726-010-0752-7. Epub 2010 Sep 25. Review.
Link para o estudo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20872026

3) Tryptophan Biochemistry: Structural, Nutritional, Metabolic, and Medical Aspects in Humans. Palego L, Betti L, Rossi A, Giannaccini G. J Amino Acids. 2016;2016:8952520. doi: 10.1155/2016/8952520. Epub 2016 Jan 12. Review.
Link para o estudo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26881063