Consumo Consciente x Consumo Ostentatório | Blog Nutrify

Consumo Consciente x Consumo Ostentatório

Os males do consumismo

O ato de comprar está enraizado no dia a dia da nossa sociedade, seja por itens básicos como roupas e alimentos até as coisas mais supérfluas e não tão urgentes. Tudo isso, de alguma forma, engloba em uma palavra muito conhecida, mas talvez pouco aprofundada: consumismo.

Para entender as causas do consumismo, é preciso compreender um pouco sobre as razões que levaram ao seu surgimento.

O crescimento dos hábitos de consumo aconteceu após o aumento da produção industrial lá nos tempos da Revolução Industrial, época essa em que foram feitos mais investimentos na produção de serviços.

Com esse investimento na produção, a quantidade de mercadorias disponíveis para os consumidores cresceu cada vez mais, e para vender o que era produzido, foi preciso estimular o desejo de compra nos consumidores. Por consequência disso, os hábitos de consumo foram cada vez mais incentivados e crescentes.

Com o passar do tempo, o ato de consumir passou a ser associado a ideias positivas, como felicidade, sentimento de satisfação ou de ser bem-sucedido.

Mas no que isso afetou as futuras gerações?

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Consumismo, capitalismo e globalização

O consumismo é considerado um dos problemas originados pela existência  do sistema capitalista, estando presente em todas as sociedades contemporâneas.

Com isso, outro fator que ganha força na contribuição para o consumismo é a globalização, já que ela facilita para que diferentes produtos sejam facilmente encontrados em todas as partes do mundo. O fácil acesso colabora para o estímulo ao consumo desenfreado.

Além do crescimento da produção industrial e da expansão do sistema capitalista, há o surgimento do mercado da publicidade. Juntamente com os meios de comunicação, que chegam facilmente a todas as pessoas, ela também influenciou o aumento do consumo. A partir desse crescimento surgiu a expressão sociedade de consumo, que representa a relação existente entre o comportamento consumista e o capitalismo. Nela, a produção de bens e serviços é excessiva em relação à necessidade e demanda dos consumidores.

Diferença entre consumismo e consumo

Consumismo e consumo se referem ao ato de comprar, mas os termos possuem diferenças em seus significados. O consumismo é a tendência ou hábito de fazer compras em excesso, ou seja, além das necessidades ou sem um propósito específico.

Já consumo, significa o ato de comprar ou adquirir um bem ou um serviço, por exemplo. Entretanto, diferente do consumismo, não significa necessariamente um comportamento exagerado.

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Consequências do consumismo

Na sociedade

Com o passar do tempo, o aumento do consumo alterou o estilo de vida das pessoas. Hoje, sabe-se que o consumismo pode gerar inúmeras consequências, como o endividamento e o aparecimento de doenças como ansiedade e depressão.

A presença destas características, pode, por exemplo, indicar a existência de um transtorno chamado oniomania. Essa patologia se caracteriza por um comportamento obsessivo em relação ao ato de comprar.

Em geral, esse transtorno pode afetar mais facilmente as pessoas que têm muito estresse ou ansiedade. Entretanto, não significa que somente pessoas ansiosas ou depressivas desenvolvam a patologia, assim como nem todas as pessoas com essas características desenvolverão a oniomania.

No meio ambiente

O consumismo também causa danos ao meio ambiente, como excesso de produção de lixo, além da grande quantidade de poluição gerada pelas indústrias. Atualmente, já se sabe que o consumo em excesso não é uma alternativa sustentável e causa severos impactos ao nosso ecossistema.

Um fator recente que vem aumentando significativamente esse percentual é  lixo eletrônico. Hoje em dia, o consumo de produtos eletrônicos é cada vez mais crescente e a durabilidade destes produtos não é tão extensa. Isso acontece principalmente em razão da obsolescência programada (diminuição da vida útil de um produto para estimular o consumo de novas mercadorias).

O consumismo no Brasil

O país acompanha a tendência mundial do consumo em excesso. Há pesquisas que apontam que somente 24% dos consumidores se consideram conscientes em relação a seus próprios padrões de consumo.

Dados levantados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas também demonstram que 55% das pessoas se consideram em transição em relação ao consumo, ou seja, são as pessoas que têm refletido sobre o impacto e a necessidade de suas compras.

Outra pesquisa, da ONG Akatu, revela que, em relação à motivação para repensar hábitos de consumo, os moradores das regiões norte, nordeste e centro-oeste sentem-se mais estimulados por motivos concretos (em benefício de gerações futuras, pela sustentabilidade e pelo impacto social, por exemplo).

Já os moradores da região sudeste, repensam seus hábitos por razões emocionais (economia própria, desejo de uma vida mais simples e mais benefícios à saúde).

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Consumo consciente: o que é e sua importância

Mudar hábitos e pressionar por uma sociedade mais sustentável são as bases do consumo consciente.

O primeiro passo para entender o que é consumo consciente é perceber que o consumo de toda e qualquer coisa, seja um produto ou serviço, traz consigo consequências positivas e negativas.

Produzir menos lixo, conhecer a origem e os processos de fabricação dos produtos que compramos e saber os impactos que eles causam ao longo de toda sua vida útil, da extração da matéria-prima ao descarte final, são algumas das atitudes que fazem parte do consumo consciente. Esse olhar atento às externalidades do consumo é também o que permite ao consumidor consciente cobrar mudanças do poder público.

Como o consumidor é a ponta final do ciclo de produção, essas são algumas das atitudes que podem ser adotadas para minimizar o impacto ambiental do nosso consumo. Ou seja, o consumo consciente, também chamado de consumo sustentável, nada mais é do que consumir melhor – é um consumo diferente, aposto ao paradigma comportamental de consumo imediatista, que busca apenas a satisfação rápida e o lucro (do ponto de vista das empresas), sem considerar as consequências ambientais.

O poder do consumidor e a responsabilidade socioambiental

O consumidor consciente sabe que tem um grande poder em suas mãos ao escolher um produto e uma empresa produtora, e pode transformar a sua compra em um ato de reconhecimento de boas práticas sustentáveis. Tudo isso começa pela análise prévia da necessidade: preciso realmente comprar?

Se resolver que sim, o consumidor deve definir as características que precisa no produto, pensar sobre como irá comprar, escolher o fabricante de acordo com sua responsabilidade socioambiental na produção, fazer um uso otimizado do produto para que ele tenha uma vida útil mais longa e, por fim, definir uma forma de descarte adequada. Só assim, tomando decisões conscientes em cada uma dessas fases, o consumidor poderá comparar e escolher a melhor opção.

Dessa maneira é possível minimizar os impactos do nosso consumo no planeta, já que cada item afeta todo o ecossistema, pois consome água, energia, petróleo e outras matérias-primas para sua produção. Cada novo produto comprado representa um gasto adicional de recursos naturais e humanos, além do descarte do item que está substituindo. O consumo consciente é parte de toda sociedade que preza pelo desenvolvimento sustentável e é um passo importante para a construção de uma Economia Circular.

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Você sabia?

  • Cerca de 20% da população mundial concentra o consumo de 80% de todos os produtos e serviços do planeta.
  • A cada ano, entram mais de 150 milhões de novos consumidores no mercado.
  • Se nada mudar, nos próximos 20 anos, teremos três bilhões de pessoas desperdiçando água e alimentos.

Bibliografia:

https://www.significados.com.br/consumismo/#:~:text=Hoje%2C%20sabe%2Dse%20que%20o,de%20um%20transtorno%20chamado%20oniomania

https://www.ecycle.com.br/consumo-consciente/

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