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Cafeína: O que é, benefícios e muito mais

A cafeína é um composto alcalóide xantina, está presente em alguns alimentos do nosso dia a dia como no chá preto e verde, café, frutos do guaraná e alguns medicamentos e atuam como um potente estimulador do sistema nervoso central.

Essa estimulação é um efeito biológico que proporciona sensação de excitação e alerta após o consumo deste alcalóide.

O seu consumo além de melhorar o estado de alerta, melhora o humor, promove a liberação de catecolaminas que induzem efeitos benéficos no comportamento humano, ação anti-inflamatória e antioxidante.

O uso da cafeína possui efeitos ergogênicos, promovendo atraso da fadiga e melhora do estado de alerta, sendo essa substância indicada também para praticantes de atividades físicas intensas. Várias modalidades esportivas podem se beneficiar com os efeitos ergogênicos da cafeína como os esportes de resistência, esportes de equipe e em diferentes métodos e modalidades de exercício, incluindo esforços repetidos de alta intensidade. As evidências sugerem que a cafeína diminui a percepção de dor e aumenta a capacidade de exercício.

Tipos de Cafeína

A cafeína é fornecida em pó para as indústrias de medicamentos e suplementos alimentares que comercializam esse composto bioativo em cápsulas, comprimidos e tabletes.

Como a cafeína atua em nosso organismo?

A cafeína por ser um estimulante do sistema nervoso central sua atuação está relacionada a melhora da cognição, manutenção e perda de peso e na doença de Parkinson.

No atleta a cafeína potencializa sua contração muscular, contribui para a tolerância ao esforço físico, minimizando o cansaço e sensação de dor, além de melhorar a captação de oxigênio devido a dilatação dos brônquios.

O estresse oxidativo é outro fator de danos em nossas células e é um dos principais fatores patogênicos na doença de Parkinson. Bandookwala et al (2019), avaliou o efeito neuroprotetor da  edaravona, um potente eliminador de radicais livres em combinação com cafeína um inibidor eficaz do receptor A2A de adenosina e um potente antioxidante. Neste estudo os autores puderam verificar que um tratamento de três semanas com a combinação de edaravona e cafeína foi capaz de reduzir de forma considerável o dano oxidativo induzido.

Entenderam também que quando a edaravona foi administrada em conjunto com a cafeína o efeito foi mais significativo em comparação com o grupo tratado apenas com edaravona, demonstrando um melhor efeito quando combinado. A intervenção terapêutica combinada mostrou uma diminuição pronunciada nos marcadores de dano oxidativo, bem como melhor força muscular e cognição em comparação com os grupos não tratados.

Qual o tempo de ação da cafeína em nosso corpo?

A cafeína é absorvida pelo estômago e intestino delgado em cerca de 45 minutos, seu  metabolismo ocorre no fígado. A meia vida da cafeína está diretamente relacionada com a dose administrada, doses menores que 10 mg resultaram em meia-vida que varia de 2,5 a 10 horas, enquanto doses mais altas resultaram em meia-vida mais longa.

Quem pode consumir cafeína?

Pessoas que praticam atividades físicas intensas, tratamento de algumas doenças como o Parkinson. A sua indicação deve ser realizada por um especialista para alcançar os objetivos desejados.

E quem não pode consumir?

É contra indicada para pessoas com alergia a cafeína, grávidas, pessoas com arritmias cardíacas e úlceras no estômago. O seu uso deve ser indicado por um especialista. Os seus efeitos colaterais estão associados a insônia, ansiedade, frequência cardíaca rápida. Por ser conhecida por aumentar o estado de alerta ela funciona bloqueando o efeito da adenosina, uma substância presente no cérebro que traz sensação de cansaço. O seu consumo desencadeia a liberação de adrenalina, hormônio liberado em situações de luta e fuga. Devido a esse mecanismo entende-se que o consumo de doses altas de cafeína pode causar ansiedade e nervosismo.

Por que as grávidas não devem fazer o uso da cafeína?

A cafeína é uma substância lipofílica e consegue passar livremente através das membranas biológicas, incluindo a barreira hemato-placentária, e nem o feto nem a placenta possuem as enzimas para o metabolismo da cafeína absorvida pelas mães, também pode se acumular em ambientes do fluido uterino o que pode afetar o desenvolvimento embrionário e gerar doenças que podem surgir somente no início na idade adulta dessa criança. Alguns estudos sugerem que o uso da cafeína na gestação está associado a retardo de crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer e aborto espontâneo.

A dosagem considerada segura de cafeína na gestação era uma dose diária de menos de 300 mg de cafeína o que corresponde aproximadamente a três xícaras de café. Atualmente há muitas discussões em relação a essa dosagem na gestação, que está sendo reavaliada com base em evidências crescentes que mostram que mesmo doses diárias menores que 300 mg podem aumentar o risco de falha na gravidez.

Consumir dose acima do recomendado pode prejudicar a saúde?

As doses excessivas de cafeína estão fortemente relacionadas à cardiotoxicidades.  Um relato em um artigo sobre uma mulher de 30 anos sem história de doença cardíaca ou sistêmica que apresentou fibrilação ventricular incessante ao dar entrada em um hospital, durante a investigação do ocorrido   os médicos puderam constatar que ela havia feito a ingestão de 12 g de comprimidos de cafeína com finalidade de suicídio. Foi necessário suporte cardiopulmonar percutâneo e hipotermia terapêutica para estabilizar a circulação sanguínea e prevenir danos cerebrais anóxicos. Após todos os procedimentos realizados essa jovem se recuperou do evento. Esse evento sugere que as arritmias cardíacas provocadas pelo consumo em doses excessivas podem ser potencialmente letais.

Mitos e verdades sobre a Cafeína

O café realmente vicia?

Não, o café contém inúmeras substâncias na sua composição, não apenas cafeína. As doses consideradas “normais” são de até 4 xícaras de 150 ml ao dia.

Qual é a quantidade ideal de cafeína por dia?

A quantidade indicada de cafeina é de 3 a 6 mg / kg peso corporal.

A cafeína emagrece?

Sim, devido a sua potencial ação em acelerar o metabolismo, atuar na quebra de gordura, além de melhorar a energia e a disposição. Para alcançar o objetivo da perda de peso é importante praticar exercícios físicos e ter uma alimentação equilibrada, esses fatores em conjunto otimiza a perda de peso.

O café prejudica a saúde?

Não, além da cafeína presente no café ele possui inúmeros compostos bioativos que estão sendo estudados, como os diterpenos, cafestol, kahweol e os ácidos clorogênicos, sendo uma importante fonte de diferentes compostos.

O cafeína possui glúten?

Não a cafeína não possui glúten na sua composição, as pessoas com doença celíaca que não podem consumir nenhum produto que contenha glúten ou as pessoas que não tem a doença mas não querem consumir glúten, devem ler sempre o rotulo dos alimentos e verificar a ausência do glúten na composição.

A cafeína causa ansiedade?

Não, ela não causa ansiedade desde que consumida em quantidades adequadas.

Conclusão

A cafeína apresenta muitos benefícios a saúde quando consumida nas doses adequadas. Antes de iniciar o uso de qualquer suplemento o ideal é buscar um profissional da área. Esse profissional irá direcionar as quantidades adequadas para alcançar os objetivos desejados.

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Referências Bibliográficas

Barcelos. R. P et al. Caffeine effects on systemic metabolism, oxidative-inflammatory pathways, and exercise performance. Nutrition Researc. v.80, p.1-17, 2020.

Bandookwala. M. Edaravone-caffeine combination for the effective management of rotenone induced Parkinson’s disease in rats: An evidence based affirmative from a comparative analysis of behavior and biomarker expression. Neuroscience Letters. v. 711, 2019.

Smith. J. E; Rogers. P. J. Caffeine, mood and cognition. Behaviour and Psychiatric Illness. p. 251-271, 2011.

LIMA. F. et al. Café e saúde humana: um enfoque nas substâncias presentes na bebida relacionadas às doenças cardiovasculares. Rev. Nutr. v. 23, n.6, p.1063-1073, 2010.

Qian. J et al. Impacts of Caffeine during Pregnancy. Jornals and Books. v.31, n.

3, p.218-227, 2020.

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