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Benefícios da proteína de origem vegetal como alternativa e estilo de vida | Blog Nutrify

As proteínas são formadas através de um conjunto de aminoácidos ligados através de ligações peptídicas e apresentam em sua composição moléculas de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio.

Há 20 tipos de aminoácidos que combinam entre si de formas diferentes e dão origem as proteínas com variadas funções. Dentre as diferentes funções das proteínas podem-se destacar as de enzimas, anticorpos, reparação de tecidos, renovação de células dentre outras. Elas são componentes muito importantes por desempenhar diversas funções no equilíbrio celular e homeostase de nosso corpo, o seu valor nutricional dependerá de algumas características como a biodisponibilidade, alergenicidade entre outros fatores.

As proteínas vegetais

Dentre as fontes alimentares de proteínas vegetais que podem se destacar são as, leguminosas como as lentilhas, ervilhas, grão de bico, ou seja, uma variedade de feijões que são consideradas fontes protéicas de excelente qualidade em aminoácidos de alto valor biológico e boa digestibilidade. As oleaginosas também apresentam fontes importantes de proteínas vegetais como as amêndoas, amendoim, pistache, caju, nozes e avelãs. Sementes como as de abóbora, girassol, linhaça, gergelim e chia.  Cereais como a aveia, quinoa, arroz e diferentes algas. Todos esses alimentos representam fontes interessantes de proteínas de origem vegetal, além de possuir outros componentes como fibras, vitaminas, minerais e compostos antioxidantes.

O consumo de proteínas vegetais

O consumo e a procura por proteínas de origem vegetal têm crescido atualmente, o que pode estar relacionado com a preocupação com a saúde, estilo de vida, dietas vegetarianas ou veganas, preocupação com o meio ambiente e até mesmo por pessoas que consomem proteínas de origem animal, mas tem preocupação com a redução no consumo de alimentos de origem animal. Esses fatores contribuíram para despertar na indústria alimentícia a busca por alternativas alimentares de fontes protéicas de origem vegetal com qualidade e que possuam benefícios para a saúde e que apresentam uma opção de alimentação. Estudos com proteína vegetal têm mostrado benefícios para a saúde em relação à perda de peso, doenças cardíacas, doenças renais e certos tipos de câncer.

O que a ciência aponta

Oosterwijk  et al,  observou que o maior consumo de proteína vegetal está associado a uma menor prevalência de comprometimento da função renal. Kahleova et al, avaliou como estratégia no tratamento da obesidade uma dieta a base de plantas onde pode testar o efeito dessa dieta na composição corporal e na resistência à insulina, e como parte do ensaio, investigou o papel da proteína vegetal nesses resultados. Os participantes apresentavam sobrepeso e foram randomizados para seguir uma dieta baseada em plantas. A absortometria de raios-X dupla avaliou a composição corporal, a avaliação do modelo de homeostase (HOMA-IR) avaliou a resistência à insulina e um modelo de regressão linear foi usado para testar a relação entre a ingestão de proteínas, composição corporal e resistência à insulina.

Com os resultados puderam observar que a dieta vegana à base de plantas e proteína vegetal provou ser superior à dieta controle em melhorar o peso corporal, a massa gorda e os marcadores de resistência à insulina. A diminuição da massa gorda foi associada ao aumento da ingestão de proteína vegetal. Os autores concluíram que essas descobertas fornecem evidências de que a proteína vegetal, como parte de uma dieta baseada em vegetais, estão associadas a melhorias na composição corporal e reduções no peso corporal e resistência à insulina.

Najjar e Montgomery observaram que Indivíduos com diagnóstico de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) apresentam uma taxa de mortalidade de 50% em cinco anos e que aproximadamente 650.000 novos casos de ICC são diagnosticados anualmente. Através dessa observação e de poucos relatos na literatura sobre o beneficio da dieta em pacientes com ICC realizam um estudo. Eles sugerem que uma dieta à base de plantas é conhecida por melhorar as concentrações plasmáticas de lipídios, reduzir a pressão arterial e como parte de uma intervenção no estilo de vida, levar à regressão das lesões ateroscleróticas.  Em seu estudo alguns pacientes com diagnóstico de ICC optaram por se submeter a uma intervenção dietética que consiste em uma dieta baseada em vegetais como um complemento ao tratamento médico padrão para ICC. Os pacientes consumiram a dieta à base de plantas por uma média de 79 dias. Eles relataram melhoras clínicas significativas, incluindo menos angina, falta de ar e fadiga e puderam concluir que uma dieta vegetal pode contribuir para a reversão das anormalidades morfológicas e funcionais cardíacas no contexto de ICC.

Ortola. et al, observou que o aumento da ingestão de proteína vegetal na dieta pode contribuir para retardar o envelhecimento pouco saudável ao substituir carboidratos, gorduras ou proteína animal, especialmente de carnes e laticínios.

Proteínas vegetais e a alimentação

As proteínas vegetais são consideradas uma alternativa alimentar muito interessante para melhorar alguns quadros de saúde e como alternativa de fontes alimentares protéicas para pessoas que buscam uma alternativa alimentar, seja por ideais de estilo de vida ou necessidades como alternativa na melhora da saúde.

Quando se opta por diminuir ou cessar o consumo de proteínas animais, uma grande preocupação é se as necessidades proteicas – e de aminoácidos – serão supridas. Os suplementos à base de proteína vegetal são um grande aliado, pois são uma forma prática, versátil e saborosa de ingerir aminoácidos. Na formulação do VeganPro Nutrify , utilizamos proteína isolada e orgânica do arroz integral e proteína orgânica da ervilha, a fim de garantir o fornecimento de todos os aminoácidos, ou seja, o VeganPro é uma proteína tão completa quanto um suplemento de proteína animal. Tem ótima digestibilidade, absorção e sabores deliciosos.

É muito importante destacar que o consumo de uma dieta balanceada e equilibrada em nutrientes, e um direcionamento alimentar realizado por um profissional são de extrema importância para se alcançar o objetivo desejado.

 

Referências Bibliográficas

Kahleova et al.  A plant-based diet in overweight individuals in a 16-week randomized clinical trial: metabolic benefits of plant protein .   Nutrition and Diabetes. v.8, n.58, p.2-10, 2018.

Najjar, R. S, Montgomery. B. D, A defined, plant-based diet as a potential therapeutic approach in thetreatment of heart failure: A clinical case series. Complementary Therapies in Medicine, v. 45, p.211–214, 2019.

Ortola. R et al. Changes in Dietary Intake of Animal and VegetableProtein and Unhealthy Aging. e American Journal of Medicine, v.133, n 2, p. 232-239, 2020.

Montesano. D et al. Biopeptides from vegetable proteins: new scientific evidences. Current Opinion in Food Science v.. 31, p.31-37, 2020.

Oosterwijk. M. M. et al. High Dietary Intake of Vegetable Protein IsAssociated With Lower Prevalence of RenalFunction Impairment: Results of the DutchDIALECT-1 Cohort. Kidney International Reports. v. 4, p. 710-719, 2019.

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