Adotar um animal é um gesto com muitos reflexos positivos. Saiba mais e descubra se é hora de você ter um novo amigo em casa.

Companheirismo, amor que não liga para sua raça, gênero ou crença, muita fofura e algumas travessuras também, claro. Conviver com um animalzinho de estimação é tudo isso e muito mais!

Estudo recente, realizado no Reino Unido com mais de 5000 voluntários, revelou que a presença de um animal em casa amorteceu parte do estresse psicológico associado às restrições sociais provocadas pela pandemia de COVID-19.

Essa pode ser uma das razões que levaram ao aumento do número de adoções no ano de 2020 em muitas partes do mundo, incluindo o Brasil. Só na cidade de São Paulo, a ONG UIPA (União Internacional Protetora dos Animais) registrou crescimento de 400% na procura por cães e gatos para companhia. Mas o contrário, infelizmente, também aconteceu. Um número maior que o habitual de animais foi abandonado à própria sorte. Problemas financeiros, medo de contaminação e mudança de casa são algumas das causas possíveis.

O Brasil possui 54,2 milhões de cães e 23,9 milhões de gatos, segundo dados mais recentes do IBGE. Muitos desses animais, no entanto, vivem em condição de vulnerabilidade. Estima-se que haja cerca de 170 mil animais abandonados sob cuidados de ONGs e entidades de proteção.

Enquanto isso, os números do comércio de animais no país são expressivos, infelizmente com a atuação de muitos criadores que não respeitam regras mínimas de bem-estar animal, tudo em nome do lucro. Casos recentes de denúncias envolvendo estabelecimentos clandestinos (que praticavam evidentes maus tratos) ganharam destaque na mídia, levando grandes redes de pet shop a abolir a venda de filhotes em suas lojas e promover iniciativas de adoção.

Adotar um animal doméstico é uma daquelas atitudes 100% positivas que a gente adora estimular! Além de ganhar um companheiro incrível, você ainda ajuda a reduzir a população de animais abandonados e evita financiar (mesmo que sem intenção nenhuma) maus tratos a cães e gatos.

Se animou para adotar? 4 coisas para você considerar.

Pense bem, nada de impulsos!

A adoção deve ser feita com muita responsabilidade. Animais não são brinquedos que a gente pode desligar quando enjoar ou quando tiver algum problema. Um animal adotado é um ser senciente que vai depender dos seus cuidados por muito anos. Abandonar NÃO é uma opção!

Pet é amor, não status

É uma pena, mas o mercado acaba fazendo com que raças de cães e gatos entrem e saiam de moda como se fossem peças de roupa. De repente, para ser “cool”, a pessoa precisa ter um animal da raça X ou Y. Vamos questionar isso? Estamos falando de seres que nos amam independentemente do nosso sobrenome, do bairro em que vivemos ou das grifes que usamos. O mínimo que a gente pode fazer é tratá-los da mesma forma. “Ah, mas escolher raça é importante pra saber o comportamento”. Hmmm, nossa dica no próximo tópico!

Considere adotar um animal adulto

Uma das vantagens de adotar um cão ou gato adulto em uma entidade protetora é que você pode saber, de antemão, qual a personalidade do bichinho. Visitas e conversas com os cuidadores vão te mostrar se ele é tranquilo ou tipo furacão, se convive bem com outros animais, se gosta ou não de colo, etc. Filhotes são uma escolha incrível, mas você precisa estar ciente de que aquela bolinha fofa vai crescer e desenvolver comportamentos que podem não corresponder ao seu ideal. Muitos abandonos, inclusive de animais de raça (sim, há vários deles em abrigos), acontecem por essa razão.

Prepare sua casa 

ONGs e entidades sérias costumam fazer uma análise bem criteriosa do perfil do adotante. Isso pode envolver até mesmo visitas à casa (para ter certeza de que as janelas estão teladas para receber um gatinho, por exemplo). Esse cuidado não é “chatice”, mas preocupação com o bem-estar animal, justamente porque, no processo de adoção, eles não são tratados como simples mercadoria.

Decisão tomada, saiba onde encontrar seu novo amigo!

Separamos apenas algumas organizações que resgatam, cuidam e disponibilizam cães e gatos para adoção. Existem muitas outras espalhadas pelo Brasil, além de feiras de adoção promovidas por ONGs e protetores independentes. Vale pesquisar!

São Paulo (SP)

Instituto Luisa Mell

https://ilm.org.br/adote

ABC Paulista

Adote um gatinho

http://adoteumgatinho.com.br/#!

Rio de Janeiro (RJ)

SUIPA

https://www.suipa.org.br/index.asp?pg=adocao.asp

Florianópolis (SC)

https://www.adoteumronrom.com.br/gatos-para-adocao

Bahia

https://www.abpabahia.org.br/adotar/

Se você ainda não está pronto para adotar, mas quer ajudar

É possível apadrinhar animais abandonados, ajudando a cobrir os custos com saúde, abrigo e alimentação:

https://amparanimal.org.br/

http://quintaldesaofrancisco.org.br/

 

Referências:

https://odia.ig.com.br/brasil/2020/10/6013994-adocao-e-abandono-de-animais-domesticos-crescem-durante-a-pandemia.html

https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/2020/07/29/adocao-de-caes-e-gatos-cresce-durante-a-quarentena

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/08/18/brasil-tem-mais-de-170-mil-animais-abandonados-sob-cuidado-de-ongs-aponta-instituto.ghtml

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/07/abandono-de-animais-cresce-durante-quarentena.shtml

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/documentos/camaras-setoriais/animais-e-estimacao/2019/27a-ro/inteligencia-de-mercado-convertido.pdf

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/06/abandono-de-animais-se-multiplica-na-pandemia-e-atinge-ate-cavalos-e-coelhos.shtml

https://veja.abril.com.br/brasil/a-crueldade-das-fabricas-de-filhotes/

https://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/617866584/a-in-existencia-de-maus-tratos-no-comercio-de-animais-domesticos

https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2019/02/20/apos-polemica-petz-anuncia-que-nao-vendera-mais-filhotes.html

https://www.ecycle.com.br/4217-adocao-de-animais.html

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/10/03/pets-ajudaram-a-manter-a-saude-mental-dos-donos-na-pandemia-diz-estudo.htm

https://journals.plos.org/plosone/article/comments?id=10.1371/journal.pone.0239397